Este texto é uma apresentação para a orelha do livro Memórias de Esquerda feito pela professora Andrea Casa Nova, da UFRJ.

Foto: Tribuna de Minas, 22/02/1984

Foto: Tribuna de Minas, 22/02/1984
Em tempos de mudança nas formas de luta por direitos, de transformação das estratégias de penetração dos tradicionais movimentos sociais e de inéditas configurações de grupos face às novas tecnologias e políticas no mundo contemporâneo, nada melhor do que voltar a pensar o Movimento Estudantil brasileiro, principalmente no momento em que este ocupou fundamental relevância no embate pela conquista da efetiva democracia no Brasil.
Obrigada pelo belissimo texto Andrea!
No período de ditadura militar vivido entre 1964 e 1985, os estudantes e suas organizações, principalmente àqueles ligados às correntes de esquerda, priorizaram a busca pela volta dos direitos civis e políticos no país. Gislene de Lacerda nos brinda com uma publicação que muito contribui para a historiografia sobre o tema, ao trazer a lume a efervescência de jovens que, na militância estudantil, agiram em prol de um Brasil com cidadania, igualdade social e liberdade no sentido mais amplo que esta palavra possa alcançar.
A partir do estudo do caso de Juiz de Fora e de sua universidade federal, a historiadora, através do uso da metodologia de História Oral propicia uma leitura viva da dinâmica do movimento, trazendo questões importantes para a História da cidade, da universidade e mesmo da História do Brasil daqueles tempos sombrios.
A autora nos brinda com ricas fontes documentais, que analisa com perspicácia, atentando para as relações estabelecidas entre a cultura e a política, demonstrando como a estética ligou-se a ética e a ação cultural esteve presente no sentido de promover a liberdade. Tempos em que tudo era político! A cultura serviu como forma de mobilização em diferentes momentos e, entrelaçada aos discursos da juventude com horizontes utópicos, tornou-se o substrato onde a arte floresceu em Juiz de Fora.
No presente, quando uma mulher com a trajetória semelhante à de muitas narradas aqui, se torna a primeira presidente do Brasil, recebendo a faixa presidencial de um operário que também lutou pela volta da democracia e pelo fim da desigualdade social, este livro é uma leitura imprescindível para quem quer entender onde estamos, porque chegamos até aqui e o que nos impulsiona a tentar construir um mundo melhor para nossos filhos. Boa leitura!Janeiro de 2011Professora Dra. Andréa Casa Nova Maia –Professora de História do Brasil – PPGHIS/UFRJ
Que ele possa servir de base para começarmos o dialogo sobre o livro, amigos visitantes deste blog!
Oi Gislene. Parabéns pelo seu trabalho. Como aqui em Campinas temos quatro juizforanos, e três deles que estudaram em JF, seu livro também diz respeito a nós. Um grande abraço e saudades. Pe ELCIO
ResponderExcluirOla Pe Elcio! É verdade, a comunidade aí tem muitos juizforanos aos quais esse história interessa! Tenha certeza que assim que lançar vocês receberão um exemplar!
ResponderExcluirSaudades!
Grande abraço!